Eu sou do tipo camaleão! Não sou de um jeito só e nem fico presa a ideias. Sou multifacetada e a curiosidade me faz querer coisas novas e isso me transforma em alguém mutável.
Mas não confunda. Continuo a mesma, como um rio, que tem suas águas constantemente renovadas, mas ainda sim permanece o mesmo rio.
Meu caráter é o mesmo, o que se transforma é a maneira de ver o mundo ao redor e a forma de se posicionar perante ele.
Odeio rótulos! Ele limita as pessoas! Enjaula seres humanos em caixinhas padronizadas, onde pensar fora dessa caixa é constantemente desestimulado.
Com a idade, vamos nos importando menos com o julgamento alheio e isso é libertador.
Aprendi a viver o hoje, a respeitar,claro, aqueles a minha volta, mas, a desfrutar de coisas que me privava por medo do que pensariam de mim.
Existem 3 coisas na vida que se não fecharmos os olhos para apreciar, perdem o significado: uma garfada de torta; vento balançando os cabelos em um dia bonito e um beijo suculento ,daqueles de te fazer levantar o pé direito.
Três coisas que aprendi a saborear sem medo, sem preocupação e sem pecado.
Não importa o que digam, no final, o que importou foi que quem viu estrelas e faíscas fui eu e isso ninguém me tira.
COM GINGADO BRASILEIRO, SANGUE JAPONÊS E ACIMA DE TUDO MULHER! Blog com idéias de artesanato; decoração barata para festas; restauração de móveis; pensamentos e tudo o mais que gosto.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Quem não tem teto de vidro...
"Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra", já cantava Pitty em sua música chiclete!
É engraçado ressuscitar tal letra, mas hoje, vivemos em dois mundos, que por mais que se convergem, estão longe de serem reflexos em um mesmo espelho!
Real e virtual!
No presente palpável da existência finita do ser humano, dificilmente ver-se-a dedo em riste e opiniões sobre tudo e todos, elucidadas de forma tão segura e direta quanto as que são pautadas nas redes sociais!
Como verdadeiros Dom Quixote, munidos em "armaduras" brilhantes, postam-se perante moinhos sociais, onde hoje todos parecem entendidos e verdadeiros conhecedores sobre cada lado multifacetado do mundo!
Uma foto de alguém bêbado compartilhada a exaustão, sendo motivo de comentários que partem da ira a chacota; vídeos íntimos espalhados com a velocidade de um clique; testemunhos de ódio diante de pessoas que torcem ou votaram em alguém diferente; opiniões acirradas sobre feminismo e machismo; tragédias classificadas em vilões e mocinhos....
"Doutores" e "PhDs" que tudo sabem sobre todos!
"Mas não posso ter opinião?", não só pode, como deve, mas o que você pontua no virtual, é algo que diria no real, diante do ser a quem se refere? Sua discussão é assunto válido e vai agregar ou é só para "trolar"?
Porque o que se percebe, são muitos que não se importam de teclar opiniões, mas não conseguem dizer o que pensam na vida real!
Escrevi esse texto, porque fiquei realmente incomodada com o fato da vida intima do rapaz que teve seu vídeo compartilhado no waths, ser agora tema de "notícias" em alguns sites do estado... Jura? Vocês não tem mais nada importante pra fazer? Não tem assuntos mais nobres a tratar?
Porque a vida desse rapaz precisa ser escancarada a ponto de ele não querer mais andar na rua?
Como verdadeiros inquisidores, vejo gente hipócrita, que não mede palavras para falar do outro, mas que se colocasse no lugar, talvez não desse tantos likes quanto dá agora!
Belos Dom Quixote! Pelo menos na literatura o personagem assumia-se por completo mesmo pagando por louco!
É engraçado ressuscitar tal letra, mas hoje, vivemos em dois mundos, que por mais que se convergem, estão longe de serem reflexos em um mesmo espelho!
Real e virtual!
No presente palpável da existência finita do ser humano, dificilmente ver-se-a dedo em riste e opiniões sobre tudo e todos, elucidadas de forma tão segura e direta quanto as que são pautadas nas redes sociais!
Como verdadeiros Dom Quixote, munidos em "armaduras" brilhantes, postam-se perante moinhos sociais, onde hoje todos parecem entendidos e verdadeiros conhecedores sobre cada lado multifacetado do mundo!
Uma foto de alguém bêbado compartilhada a exaustão, sendo motivo de comentários que partem da ira a chacota; vídeos íntimos espalhados com a velocidade de um clique; testemunhos de ódio diante de pessoas que torcem ou votaram em alguém diferente; opiniões acirradas sobre feminismo e machismo; tragédias classificadas em vilões e mocinhos....
"Doutores" e "PhDs" que tudo sabem sobre todos!
"Mas não posso ter opinião?", não só pode, como deve, mas o que você pontua no virtual, é algo que diria no real, diante do ser a quem se refere? Sua discussão é assunto válido e vai agregar ou é só para "trolar"?
Porque o que se percebe, são muitos que não se importam de teclar opiniões, mas não conseguem dizer o que pensam na vida real!
Escrevi esse texto, porque fiquei realmente incomodada com o fato da vida intima do rapaz que teve seu vídeo compartilhado no waths, ser agora tema de "notícias" em alguns sites do estado... Jura? Vocês não tem mais nada importante pra fazer? Não tem assuntos mais nobres a tratar?
Porque a vida desse rapaz precisa ser escancarada a ponto de ele não querer mais andar na rua?
Como verdadeiros inquisidores, vejo gente hipócrita, que não mede palavras para falar do outro, mas que se colocasse no lugar, talvez não desse tantos likes quanto dá agora!
Belos Dom Quixote! Pelo menos na literatura o personagem assumia-se por completo mesmo pagando por louco!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Curso Cronos!
Ganhei de presente um curso chamado Cronos – gestão do tempo & produtividade.
Confesso que não fazia ideia do que iria encontrar ou a amplitude do que seria abordado. A única coisa que esperava com todo meu otimismo e coração, era que valesse meu tempo e não fosse um daqueles cursos parados.
No primeiro dia, entrei sem muitas expectativas, imaginando que em minha máxima ansiedade olharia para o relógio a cada minuto, ansiando pelo término. Baseada em minhas poucas experiências com simpósios, workshops, palestras e o restante de seus sinônimos, não esperava muita coisa.
Mas fui surpreendida!
O curso se mostrou dinâmico e envolvente, ao ponto de 4 horas absorverem toda minha mente , esqueci do relógio e até compromissos posteriores.
Fui retirada do meu lugar comum, convidada a deixar a mesmice de meus rotineiros hábitos e provocada a ponto de me auto questionar sobre minhas metas e o tamanho da prioridade que dou as diversas áreas da minha vida. Sai querendo mudar o mundo e a mim mesma.
Alguns fatos sobre mim, é que a timidez, uma velha amiga, procuro sempre manter controlada, mas em algumas situações ela insiste em emergir. Não sou muito expressiva com a comunicação verbal, preferindo sempre a escrita, por tanto esses dois dias foram realmente um grande desafio. Para que consiga visualizar minhas palavras, imagine subir o Everest sem cilindro de oxigênio, pois então, é assim que me sinto ao ser impulsionada a me expressar publicamente.
Mas o curso e todas as pessoas envolvidas, equipes e participantes, demonstravam intensa animação e entrega, que me fez dizer a minha velha e esquita amiga,Timidez, para se manter pelo menos um pouco mais flexível.
Hoje foi o segundo dia. Não vou mentir, sai baqueada! Andando torta, pensativa...
Fui levada a me questionar sobre legado, missão, atitudes, ambições, futuro... Claro que eu faço esse tipo de auto analise normalmente, mas ali, na minha mesa, eu, eu mesma e Dani, fui jogada para dentro do meu âmago e de uma forma bem honesta, encarei meus medos, minhas angustias, expectativas e me vi cara a cara com inúmeros hábitos “gostosinhos” mas que nada me agregam.
É! O curso faz isso com você! Mexe com o seu conformismo, e como diz um amigo meu, lhe dá aquela “sacudida de acorda pra vida.”
Confesso que não fazia ideia do que iria encontrar ou a amplitude do que seria abordado. A única coisa que esperava com todo meu otimismo e coração, era que valesse meu tempo e não fosse um daqueles cursos parados.
No primeiro dia, entrei sem muitas expectativas, imaginando que em minha máxima ansiedade olharia para o relógio a cada minuto, ansiando pelo término. Baseada em minhas poucas experiências com simpósios, workshops, palestras e o restante de seus sinônimos, não esperava muita coisa.
Mas fui surpreendida!
O curso se mostrou dinâmico e envolvente, ao ponto de 4 horas absorverem toda minha mente , esqueci do relógio e até compromissos posteriores.
Fui retirada do meu lugar comum, convidada a deixar a mesmice de meus rotineiros hábitos e provocada a ponto de me auto questionar sobre minhas metas e o tamanho da prioridade que dou as diversas áreas da minha vida. Sai querendo mudar o mundo e a mim mesma.
Alguns fatos sobre mim, é que a timidez, uma velha amiga, procuro sempre manter controlada, mas em algumas situações ela insiste em emergir. Não sou muito expressiva com a comunicação verbal, preferindo sempre a escrita, por tanto esses dois dias foram realmente um grande desafio. Para que consiga visualizar minhas palavras, imagine subir o Everest sem cilindro de oxigênio, pois então, é assim que me sinto ao ser impulsionada a me expressar publicamente.
Mas o curso e todas as pessoas envolvidas, equipes e participantes, demonstravam intensa animação e entrega, que me fez dizer a minha velha e esquita amiga,Timidez, para se manter pelo menos um pouco mais flexível.
Hoje foi o segundo dia. Não vou mentir, sai baqueada! Andando torta, pensativa...
Fui levada a me questionar sobre legado, missão, atitudes, ambições, futuro... Claro que eu faço esse tipo de auto analise normalmente, mas ali, na minha mesa, eu, eu mesma e Dani, fui jogada para dentro do meu âmago e de uma forma bem honesta, encarei meus medos, minhas angustias, expectativas e me vi cara a cara com inúmeros hábitos “gostosinhos” mas que nada me agregam.
É! O curso faz isso com você! Mexe com o seu conformismo, e como diz um amigo meu, lhe dá aquela “sacudida de acorda pra vida.”
Tive que escrever sobre minha missão, ela ainda está simplista, mas ficou assim: " Absorveu o máximo, experimentou o incômodo, e saboreou o intenso! Nem poesia, nem sinestesia, apenas a pura vivência de uma vida plena! Se uma frase precisa ser escolhida para simplificar a missão, será: Como em uma porta velha de banheiro, em um livre rabisco na pintura, como quem quer se fazer notado pelo mundo, deixarei registrado, que não apenas passei pela vida, mas sim estive de todas as formas possíveis!"
Bom finalizo por aqui, pois ainda tem muito a digerir.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Biscoitos confeitados
Sabe aqueles filmes americanos que se passam em cidades pequenas, onde a vizinhança leva tortas para o novo morador? Isso e algo que sempre me conquistou!
Cozinhar para alguém é algo muito maior do que apenas misturar a quantidade certa de ingredientes, tem a ver com "alimentar".
Alimentar as emoções e não somente o físico. Aquela canja da vovó, que de forma milagrosa conseguia trazer conforto em meio a uma gripe forte; o bolo de chocolate da mamãe que fazia um dia ruim se transformar em algo menos insuportável e porque não, seu primeiro macarrão, mole demais e sem tempero, que até hoje trás um sorriso aos lábios.
Cozinhar pode ser terapêutico, para quem gosta é claro, mas uma coisa que ninguém discuti, é que todos adoram provar um bom prato.
Fiz esses biscoitos inspirada nos filmes americanos, nos biscoitos natalinos deixados ao bom e velho noel acompanhados de um belo copo de leite. Que sirva de inspiração caso você queira presentear alguém! ;)
Ser sonhador
Como disse uma personagem do filme o fabuloso destino de Amelie Poulain a respeito do jovem protagonista:
" Esses são tempos difíceis para sonhadores"!
Concordo, talvez no passado, mesmo que com o não reconhecimento da sociedade da época, os gênios das artes eram fiéis as suas crenças e a sua visão de mundo.
Não que essa maneira de viver não cobrasse altos juros, ir contra a maré e contra ao socialmente aceito tem suas consequências!
"Um absinto para apaziguar os demônios interiores por favor!"
Consigo imaginar Manet solicitando uma dose da fada verde, apelido que recebeu tal bebida.
Talvez, os gênios das artes quisessem entorpecer seus medos e por instantes se sentirem parte do mundo que lhes parecia tão estranho!
Ser sonhador é seguir sozinho em uma jornada pelos obscuros recantos da alma, é querer de algum modo, modificar a realidade, tentando torna-la mais romântica e aprazível! É ser chamado de louco, ingênuo e avoado!
Ser sonhador hoje em dia é contentar-se com olhos de descrença e comentários de preocupação quanto a seu futuro!
A nada romântica caneta bic ou um teclado cinza, é salvação para os sonhadores de hoje. Que sejam pincéis, panelas, câmeras e o próprio corpo! A arte sempre será transgressora.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Análise sobre mim, em um mundo pós apocalíptico ou situações de terror cinematográfica
Análise sobre mim, em um mundo pós apocalíptico ou situações de terror cinematográfica:
Você já se perguntou ao assistir resident evil, que se essa situação com zumbis acontecesse o que você faria? Se for um atleta provavelmente dirá que se garante, pois bem , eu não!
Primeira situação: sou distraída e corro muito mal! Certeza, logo que acontecesse os primeiros casos "zumbilísticos" eu seria uma das que não ia entender nada, distraída que só eu, nem saberia o que me mordeu, até ser tarde! E correr? Se caso não fosse mordida logo de cara, e fosse aqueles zumbis que correm, eu ia tropeçar, e ai já era!
Segunda situação: Epidemia! Me inclua nos primeiros casos! Gripe, vírus da tasmânia ou qualquer virose da moda, tem a tendência de me atingir! Por tanto qualquer vírus mortal, me derrubaria fácil fácil!
Terceira situação: psicopata invadindo minha casa! Esconde - esconde? Sou péssima, era sempre a primeira a encontrarem, certeza que ia me esconder em baixo da cama ou subir as escadas! Nunca suba a escada! Todo mundo que faz isso nos filmes morre! Regra número um dos filmes de terror!
Resumo da ópera: espero que nada disso aconteça, pois se não já viu né!
Geração anos 80
Nasci em um ano em que a palavra internauta estava mais para algo vindo do espaço como um astronauta. Sou da geração, em que fingir que se escreve no Windows DOS no trabalho da mamãe era o contato com a mais alta tecnologia.
Ter aula de datilografia era primordial para destacar seu currículo no mercado de trabalho. Bolinho de chuva e chá de capim cidreira servia para curar mal humor de criança e canja de galinha era o antibiótico do século.
Cresci numa época que os brinquedos não andavam, nem falavam sozinhos, só se a minha criatividade ordenasse; que levar chinelada era natural para corrigir criança mal educada e desrespeitosa; que a professora era a tia querida que a mãe comprava ovo de páscoa, presente de natal e lembrança do dia dos professores e nos fazia entregar; que brincar na rua era a melhor coisa que existia; que os pais dos amigos cuidavam da gente e protegiam; que escrever cartinha e mandar pelo correio era mágico e dava um friozinho na barriga receber do carteiro uma que mandaram pra gente; que ter doze anos era ser criança e agir como criança.
Hoje as crianças do meu bairro, que eu dizia serem os próximos donos da rua, nunca chegaram a sequer andar descalços no chão de terra batida, o mundo evolui muitos dirão, as coisas mudam, mas no fim, quando só me restar as lembranças do que vivi, sei que vou me deliciar com minhas grandes aventuras, e não ter apenas jogos de PS pra recordar.
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